Redes do Bem

As novas formas de ajudar o próximo

Ana Cláudia R. Alves

 No mundo atual em que basta um toque na tela do celular para ter acesso informações, imagens e mil e um detalhes, grupos de pessoas resolveram utilizar a internet para se juntar a outros também dispostos a ajudar. É a chamada “rede social do bem” que busca colaborar com o próximo das mais distintas formas: com conversas, apoio moral e doações, sem esperar nada em troca.

Com o alcance da internet ficando cada vez maior, a facilidade de ajudar outras pessoas também cresceu. Foi com este pensamento em mente que alguns sites de ajuda foram criados, como o CaridadX.

Nada de paralisia

Com criatividade e boa vontade em ajudar, é possível ir longe. Com a frase “é bom ser do bem” colocada em forma de adesivo no carro, Reinaldo Luz, um dos idealizadores desta campanha nas redes sociais e em pouco tempo, conseguiu alcançar mais de 10 mil pessoas e 400 mil seguidores.

A campanha espalha iniciativas de boas ações e conta com ajuda de voluntários e venda de camisetas para ajudar cerca de 5 a 6 famílias carentes, que necessitam de alimentos e produtos de higiene, por mês.

O projeto ganhou visibilidade em outros países também, como Portugal, o que aumenta as chances de receberem mais ajuda. Mas com toda essa facilidade é preciso ter um pouco de cuidado também, segundo Reinaldo, as pessoas estão tão presas à internet que esquecem que é possível praticar boas ações fora deste mundo também.

“Ao longo desses anos, acho que o trabalho social ganhou muito em visibilidade, mas ao mesmo tempo achamos que as pessoas ficaram acomodadas, pois muitas acham que basta curtir ou compartilhar uma publicação e esquecem que o que vale mesmo é a Ação”, disse. Participe pelo site: http://www.ebomserdobem.com.br

Aliada

Pensando em como ajudar as pessoas usando a internet a seu favor, um grupo de pessoas especializadas em tecnologia e softwares resolveu criar um projeto onde isso fosse possível, e assim surgiu o CaridadX. “O projeto surgiu com o intuito de usar a tecnologia para fazer para fazer o bem”, disse Sergio Mainetti, um dos idealizadores do projeto.

O CaridadX é um site de crowfunding, ou seja, ajuda coletiva. O objetivo dele é receber doações por meio de cadastro e estas doações serão repassadas para quem precisa de ajuda financeira para qualquer tipo de problema, por questões de saúde ou moradia, deixando sempre de forma visível como esta contribuição é repassada.

Segundo SérgioMainetti, a campanha já teve mais de 780 causas criadas e mais de 3 mil doações. De acodo com ele, cerca de 5.200 conheceram o projeto e passaram a fazer parte das ações: “Cada vez mais o mundo da internet serve para conectar pessoas e permitir que umas pessoas ajudem as outras”.

As ações são abertas a quem quiser contribuir, para fazer parte, basta se cadastrar  e fazer as doações nos sites: www.caridadx.com.br.

Os aposentados Osvaldino de Souza e Terezinha Costa se conheceram, por meio das redes sociais, ficaram amigos e criaram grupos destinados à terceira idade que envolvem açõse sociais e muita programação. A dupla promove piqueniques, viagens e passeios. “Nossos filhos estão criados, temos netos, e agora é o nosso momento, o nosso tempo. Sem as redes sociais, muitos de nós estaríamos sós com depressão e fazendo crochê” disse Terezinha.

* Colaboração de Pedro Nascimento

Posso ajudar?

O Centro de Valorização da Vida é um programa voltado para ajudar pessoa que têm depressão e pensamentos suicidas. Começou de forma pequena em São Paulo, realizando os atendimentos mais de forma presencial e principalmente por telefone.

Atualmente o trabalho é feito também por meio da internet e funciona em 18 estados, e de acordo com a voluntária Leila Herédia, até 30 de junho deste ano o serviço estará disponível em todo o Brasil.

O CVV reúne 2.400 voluntários espalhados em todos os estados que contam com o serviço e cada um deles passa por um treinamento antes de começar a atender as pessoas que procuram ajuda. Com o crescimento do alcance da internet os atendimentos deixaram de ser somente pelo telefone e passaram a ser feitos também pelo site.

Os voluntários atendem das 9h às 1h da manhã de segunda a sexta, e horários variados durante o fim de semana. Basta um clique e terá alguém ali, pronto para ajudar.

Por se tratar de um tema ainda tabu, segundo Leila Herédia, há quem tenha receio de procurar ajuda ou até mesmo procurar ajudar. O trabalho é desempenhado de forma sigilosa de tal maneira a imagem e a história das pessoas que estão atrás das telas.

Para se tornar um voluntário ou se precisa conversar é só entrar no site: http://www.cvv.org.br ou ligar para o 188.  Os voluntários estarão disponíveis a qualquer momento para lhe atender.

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Voluntários do Centro de Valorização da Vida (CVV) buscam manter o clima de festa e alegria com o ambiente para ajudar o próximo