Aplicativos de Delivery dominam

Economia, comodidade e praticidade são os fatores que mais atraem o público

Francyellen Magalhães

 

Os estudantes de publicidade Luciana Oliveira, de 21 anos, e o namorado que faz o curso de direito Amaury Balbino, de 28, adoram ficar em casa, jogando conversa fora e assistindo série. Para ficar perfeito, costumam pedir comida pelo aplicativo de delivery. “Amamos comer, e o cardápio japonês é o nosso favorito, a praticidade dos aplicativos contribui bastante para os nossos momentos”, diz Luciana Oliveira.

O hábito do casal acabou ajudando o empresário Rodrigo Freitas, dono de uma franquia do sushi Loko, que estava bem preocupado com os impactos da crise econômica nos seus negócios. Assim, como em uma rede, o delivery ganhou força e entrou nos costumes de muita gente em Brasília.

A crise na economia e a fuga dos restaurantes que levou o empresário Rodrigo Freitas a procurar alternativas: “Durante a crise, as pessoas começam os cortes de gastos, e o primeiro colocado é o entretenimento.” Naquele momento, muitos deixaram de comer fora por conta, pois além do valor da conta, há os 10% de serviço de garçom cobrado pelos restaurantes. Para ele, as pessoas buscam alternativas para manter o prazer da comida diferente, mas economizando. Daí, surgiu a ideia de investir no delivery.

Divergências

Porém, há quem atue em campos completamente opostos, como a Pizzaria Nonna Pizza, que não faz parte desses aplicativos e permanece com o próprio serviço de tele-entrega. O gerente João Weidson disse que o serviço próprio garante a fidelidade dos clientes com a pizzaria. “Quem gosta da qualidade do atendimento e dos alimentos oferecidos por nós, voltará ou fará uso da tele entrega, pois além de oferecermos um ambiente confortável, temos um custo menor para a entrega em relação aos aplicativos, e o cliente que já conhece o serviço prestado optará pelo nosso estabelecimento”, afirmou.

Na lista dos aplicativos com maior número de acessos e restaurantes cadastrados estão iFood e o Hellofood. Essas ferramentas podem trazer uma grande quantidade de clientes e substituir de forma eficaz o método de pedidos por telefone. O assessor da página, do iFood no facebook Alberto Miranda, disse que a praticidade está entre as principais vantagens na escolha dos mais variados pratos entregues de forma cômoda em casa, no trabalho ou em outro local a qualquer momento do dia. Pelos dados da Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e Confederação Nacional de Dirigentes lojistas (CNDL), as pessoas confiam mais em equipamentos habilitados para internet para fazer pedidos de comida para levar ou entregar do que outros métodos de pedir. A pesquisa mostra 23% das pessoas que realizam compras pela internet pedem comida por meio de delivery  online. Destas, 96% se dizem satisfeitas com serviço.

Como funciona?

Os aplicativos de delivery online disponíveis no mercado possuem um funcionamento parecido. O consumidor baixa o aplicativo no smartphone ou em outra plataforma digital , faz seu cadastro, digita algumas informações como o seu CEP, (ou utiliza do próprio GPS que já faz a localização imediata). A partir daí uma lista com os restaurantes das proximidades é disponibilizada.

O aplicativo envia o comando para o restaurante escolhido e encaminha o pedido para o cliente. O status é disponibilizado e é possível o acompanhamento do andamento do pedido. Dependendo do aplicativo, o pagamento é feito no próprio sistema, por meio do cartão de crédito, débito ou dinheiro, a escolha fica a critério do cliente.

As outras demandas ficam por conta do estabelecimento, tanto o preparo quanto a entrega do pedido ao consumidor. Para participar desta praça de alimentação virtual, o restaurante deve se registrar no aplicativo escolhido e preencher as informações sobre seu negócio, como horário de funcionamento, o tempo de entrega estimado e as formas de pagamento que o restaurante aceita. É preciso ainda incluir fotos do cardápio e dos produtos, e também na existência de promoções e descontos.