Startup – uma nova geração de empreendedores

Inovação é a palavra-chave para quem pensa em empreender por esse sistema

Rosana Carvalho

Desde que começaram a surgir, na década de 90, no Vale do Silício (EUA), as startups, designadas empresas em estágio inicial, sacudiram o mercado com novas formas de conduzir os negócios e de se relacionar com os consumidores. Uma das premissas dessas empresas é desenvolver um novo modelo de negócio que gere valor para os clientes. O objetivo dessas empresas iniciantes está em sair do convencional buscando soluções para o que ainda não tem resposta. 

O presidente da Associação Brasileira de Startups e Empreendedores (Asteps), Hugo Giallanza, disse que a proposta é encontrar um problema e conseguir solucioná-lo. Segundo ele, o que motiva esse tipo de negócio é criar algo a partir de uma ideia inovadora que gere resultados gigantes como o Uber, Whatsapp e o Nubank – plataformas que revolucionaram com uns serviços utilitários capazes de otimizar as atividades do dia-a-dia com praticidade, eficiência e burocracia quase zero.

Em Brasília, já existem grandes corporações que estão de olho nestas transformações. A Federação das Indústrias (Fibra) é uma das entidades que incentivam as novas ideias por meio de submissão de projetos e editais que fomentam novas empresas que tenham propostas visionárias.

A Coordenadora do Núcleo de Inovação da Fibra, Neiane Andreato, afirma que no DF existe uma cultura bastante forte de concursos públicos como meio de estabilidade financeira. “Ser funcionário público deixa de ser a única opção de realização profissional se você tem uma ideia promissora somado a um modelo de negócio igualmente inovador”, finaliza.

Exemplos

No Distrito Federal, a Startup Pinmypet trabalha para entregar soluções tecnológicas para o mercado de animais de estimação. O serviço é uma plataforma que concentra todas as informações do animal, desde atividades diárias, identificação e localização.

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Foto: Marcelly Del Manto.

O Pinmypet começou a ser projetado em 2009 por Marcos Buson, fundador e responsável pela parte de desenvolvimento do produto. Na época foi considerado uma coleira inteligente e não tinha ainda o conceito formado de hoje, que é o aplicativo móbile com GPS e monitoramento de atividades.

Buson, inspirou-se em produtos americanos, quando percebeu a oportunidade de melhorar alguns aspectos, tanto em termos de desempenho de produto, abordagem de mercado e em entrega de valor para o cliente. O diferencial, de acordo com ele, está em entregar algo que outros não têm, “As pessoas dizem que o modelo de rastreamento e monitoramento de animais não é uma coisa nova. Mas, da maneira que a gente convergiu tecnologias, entregamos um novo valor ao cliente”.

A veterinária e criadora de cães de raça Joyce Nunes, conheceu o Pinmypet por meio das redes sociais. Após o primeiro contato com a marca, Joyce passou a usar em seus cachorros e a indicar para seus clientes. A parceria com a marca já dura cerca de um ano e a veterinária ressalta o diferencial e a qualidade do produto. “Eu acho a ideia ótima. Eles estão fazendo a grande diferença no setor de pets. “Nós usamos aqui, gostamos e recomendamos para os nossos clientes” afirmou.