Vai ficar onde?

Alternativas criativas de hospedagem conquistam viajantes 

Bruna Andrade

Em tempos de programar as férias e as folgas de fim de ano, uma possibilidade de hospedagem criativa e barata é a plataforma Airbnb (https://www.airbnb.com.br/). Seja para passar o Natal com a família, aproveitar o Réveillon com os amigos ou até mesmo para conhecer lugares novos, o descanso é uma das principais preocupações. 

Para os que não querem ficar em hotéis ou pousadas, é viável alugar uma casa, quarto, estúdio, castelo ou até mesmo embarcação na plataforma Airbnb. Em busca de atender a demanda cada vez maior por alternativas com bons preços e comodidade, é possível encontrar diversas opções de hospedagem.

O sistema funciona como uma rede mundial de anfitriões que cadastram o local disponível para aluguel. Sua principal característica é a alta qualidade e preço acessível. Só nos Jogos Olímpicos o site informou que 85 mil turistas optaram por se hospedar através da rede, que foi nomeada como Fornecedora Oficial de Acomodação Alternativa no Rio 2016. De acordo com dados do Ministério do Turismo, 21,2% dos brasileiros se hospedaram em imóveis alugados e 17,6% em hotéis durante as Olimpíadas.

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A advogada Roberta Marques, que mora na Asa Sul, aluga um quarto no apartamento dela

Foto: Rodrigo Neves.

Grande parte dos viajantes buscam hospedagens que unem conforto e economia. O setor hoteleiro, por possuir variadas taxas e altos custos de manutenção, não consegue ser acessível para quem procura economizar. Também existem outros sites como: Help Exchange, Workaway e Couchsurfing que oferecem estadia de graça ou em troca de trabalho.

 A assessora do Ministério do Turismo Tatiana Alarcon disse ao ARTEFATO que os serviços funcionam como uma atração a mais para o viajante. “Os meios de hospedagem alternativos são uma opção para atender aos diversos perfis de turistas que viajam pelo Brasil e, na medida em que amplia o leque de ofertas, aumenta a competitividade do mercado turístico. ”

Experiência

O estudante de Ciências da Computação Gabriel Nascimento, 22 anos, utilizou o Airbnb enquanto realizava um “mochilão” na Europa. Para ele, a experiência foi totalmente satisfatória. “Eu aluguei várias casas em cidades diferentes e não tive problema em nenhuma delas. Pelo contrário, fiz grandes amizades. ”

Para ser um anfitrião, basta cadastrar seu imóvel e preencher uma série de requisitos, bem como regras e guias. Em Brasília, segundo dados do Observatório do Turismo do Distrito Federal, são registrados 2.240 leitos alternativos, dentre Cama e Café, Pensões, Albergues e Pousadas rurais.

A advogada Roberta Marques disponibiliza um quarto em sua casa, localizada na Asa Sul, para aluguel através do site. Ela disse ao ARTEFATO que a experiência tem sido enriquecedora tanto para ela, quanto para sua família, que tem a oportunidade de conhecer pessoas novas. “Eu tinha receio por causa das crianças, mas elas receberam super bem e ficaram à vontade”.

Roberta Marques também afirma que a partir de agora, também disponibilizará o apartamento inteiro quando estiver com viagens marcadas. Seus hóspedes, Ediney Silveira, 21, e Wellisson Figueiredo, 23, são estudantes e estiveram em Brasília para realizar uma prova. Eles já utilizaram o serviço diversas vezes e acreditam que a tendência é que o mercado cresça cada vez mais.

Endereços eletrônicos

– Couchsurfing – https://www.couchsurfing.com/ – A rede social oferece hospedagem gratuita com a intenção que o hospede conheça a cidade de acordo com a experiência de seu anfitrião.

– Workaway – https://www.workaway.info/ – A estadia é oferecida gratuitamente em troca de serviços como jardinagem, administração do local, limpeza da casa, aulas para crianças carentes.

– Help Exchange – http://www.helpx.net/ – Assim como o Workaway, também oferece hospedagem em troca de trabalho.

– Trip Advisor (aluguel de temporada) https://www.tripadvisor.com.br/Rentals – funciona como o Airbnb. O aluguel oferece preços mais acessíveis.

Foto destaque: Rodrigo Neves.

Legenda: Ediney Silveira e Wellisson Figueiredo usam o serviços com frequência, de passagem por Brasília não foi diferente.