Escotismo, por que não?

Movimento mundial ligado a crianças e jovens pode ser mais amplo

Raphaella Torres e Tissyane Scott

Especialista em fazer nós, fogueiras, sobreviver na selva, apaixonado por animais e meio- ambiente – este é o escoteiro. Em geral é associado a crianças e jovens, mas também encanta adultos, que com maturidade e experiência, provam que o movimento escoteiro vai além do que Hollywood costuma retratar.

A atuação do adulto pode ser exercida de quatro maneiras. Pela atuação indireta, os pais passam a ser um membro contribuinte por conta do pagamento da matrícula do filho ou filha registrado no movimento. E há também os chamados “Pais de apoio” – que ajudam com caronas solidárias ou na limpeza.

Já o exercício direto é quando o pai faz o registro de voluntário e assume um compromisso com o movimento e com ele mesmo. Ele pode ser escolhido ou indicado para ser ou escotista ou dirigente administrativo. O escotista vai trabalhar juntamente com os jovens e o dirigente com a diretoria, auxiliando na organização.

Mas antes é preciso passar por um treinamento de três etapas: quando o adulto aprende didáticas, métodos e ferramentas de ensino. Na primeira fase, ele vai aprender sobre o Escotismo. Na segunda, ensina tarefas prévias: o preparo das atividades escoteiras, técnicas de segurança, práticas supervisionadas e lições de formação. E, na última, há o trabalho de práticas e discussões mais profundas sobre o que é Escotismo.

Escotista e professor da Universidade de Brasília Bruno Carvalho Castro Souza disse que é essencial à participação do adulto voluntário nas atividades praticadas pelas crianças e jovens. “Na visão do jovem, ele está apenas aprendendo a fazer mesas e tripés com nós e amarras. Mas, na visão adulta, estamos desenvolvendo uma pessoa melhor, através, neste caso, de coordenação motora, do trabalho em equipe e da cooperação”, observou ele.

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Foto: Marcos Prudencio.

Para Elizabeth Cristina, adulta voluntária do movimento, o número de adultos ainda é escasso. “Estou aqui, ajudando na formação social, afetiva e espiritual das crianças, se eu não tivesse aqui não ia ter ninguém para me substituir e ensinar essas crianças, precisamos mais da participação dos adultos”, afirmou ela.

Bárbara Lopes, 19 anos, já participa do movimento há 12 anos, agora faz parte dos adultos voluntários. “O movimento me fez quem eu sou. Estou contente em logo assumir essa responsabilidade, ter a oportunidade de passar tudo o que já aprendi e poder ver o retorno que as crianças darão. Será muito satisfatório”.

Para Tassyane Regina, adulta voluntária que participa do movimento desde os 14 anos, o escotismo tem outro ponto positivo. Segundo ela, o movimento auxilia o jovem e aumenta a interação com família. “Trabalhamos com os jovens o respeito aos mais velhos e a sabedoria ensinada pelo nosso fundador Baden-Powell e esse conhecimento passado acaba se refletindo na família deles”, afirmou a escotista.

Foto destaque: Marcos Prudencio.