A arte de esquecer

Estresse, má alimentação são causas de esquecimento

Micaela Lisboa

A correria do dia a dia faz com que sempre se esqueçamos de algo. Várias pessoas acreditam que o “deu branco” é algo normal.

A perda de memória não é considerada de início uma doença. Segundo o neurologista Mauro Takao, a queixa na maioria dos jovens e adultos, de vários fatores, como o esquecimento é resultado do estresse, má alimentação e ansiedade e da falta de estímulo do cérebro. A partir dos 50 anos de idade, o cérebro vai diminuindo, em algumas pessoas esse processo ocorre lentamente, que é considerado normal, já em outras ocorre de forma acelerada, que tem como consequência doenças, como o Alzheimer.

O esquecimento é classificado em três níveis: leve, moderado e grave. Para ajudar no diagnóstico, o médico utiliza em algumas pessoas um questionário com perguntas simples e com questões de raciocínio lógico, como por exemplo: que dia é hoje? A onde você mora? Repetir as palavras que foram mencionadas a pouco tempo e dentre outras. Com o resultado é possível ter uma noção da gravidade que o paciente se encontra, respeitando o grau de escolaridade.

E quando você se esquece de puxar o freio de mão do carro, e por duas vezes, foi o que aconteceu com a estudante Thalyta Costa, de 22 anos, “o bom é que o carro estava no lugar” afirmou a jovem.

Depois da comprovação da falta de memória, são receitados remédios que irão amenizar o retardamento.

TOC

Sempre ao sair de casa, a estudante Giselle Gomes, de 19 anos, precisa voltar do elevador para conferir se a porta está fechada. A prima Brenda Caetano, já sabe que ela vai voltar a confirmar algo. “Uma vez eu estava quase entrando no ônibus quando tive que voltar para checar se esqueci de algo… o esquecimento me atrapalha mais na área profissional devido aos trabalhos a serem entregues no prazo, preciso enviar e-mails para eu mesma se lembrar dos compromissos” relata a jovem.

Segundo a psicóloga e pesquisadora na área de Cognição e Neurociências Isabelle Patrícia, a psicologia e as neurociências de maneira geral já chegaram à conclusão que no caso do TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) há de fato uma alteração de memória, especificamente na memória episódica que se refere a nossa capacidade de nos lembrarmos de nossa história passada, envolvendo situações vivenciadas, experiências vividas no tempo e no espaço.

 Conteúdo do jornal na íntegra em: Jornal Artefato Junho 2016