Gravidez não impede prática de exercícios físicos

Mulheres procuram manter equilíbrio entre estética e saúde ao superar limites e aumentar a qualidade de vida

Amanda Lima e Mayara Dias

A busca por um corpo saudável e definido também é característica de gestantes. Ultimamente tornou-se comum a exposição na internet de mulheres grávidas fazendo exercícios intensos, dividindo opiniões. A imagem de mulheres gestantes levantando peso e realizando treinos que poderiam ser considerados inadequados ao bebê gerou discussão entre a área médica e esportiva.

Apesar das contraindicações e alertas, existem mulheres que já possuem o corpo acostumado ao ritmo de malhação intenso e conseguem adaptar sua rotina à nova realidade. É o caso da empresária e atleta de 34 anos, Tatyana Faleiro, que iniciou o sétimo mês de gravidez e continua na ativa, mas com ritmo adaptado.

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“Antes eu treinava de cinco a seis vezes na semana, de três a quatro horas. Com a gestação, malho três vezes na semana durante uma hora e com um treino mais leve, pegando pouco peso e fazendo menos musculação. O meu obstetra falou que é essencial ter consciência e escutar meu corpo”, explica Tatyana. Para ela, praticante de crossfit há dois anos, seus exercícios exigem o mesmo esforço como qualquer outro, a exemplo da corrida.

Ao citar as razões de continuar malhando com frequência, Tatyana é decidida. “Estou me cuidando tanto com a alimentação, quanto com o exercício. Faço isso para conseguir voltar rapidamente a ter o corpo que eu tinha antes de engravidar. Portanto, eu continuo fazendo crossfit para não perder o condicionamento físico e conseguir recuperar forma de antes. Não tenho muito objetivo quanto à barriga negativa ou definida, pois para mim a saúde sobressai à estética”, destaca.

O acompanhamento de Tatyana é atualmente feito por seu obstetra e pelo coach Bernardo Camargo, que estudou os movimentos humanos. Ele está nessa área há 12 anos e já trabalhou com diversas mulheres grávidas, inclusive a própria mulher. “Não é necessário treinar com o polar (monitor cardíaco), porque é possível controlar por outros meios. Por exemplo, a grávida precisa conversar sem ficar ofegante. Para isso, ela faz pausas frequentes e, dependendo do esforço, pausas longas. Todo os exercícios são adaptados às condições da gravidez”, reforça.

Alguns exercícios são proibidos durante a gestação. “A partir do primeiro trimestre, ela não deita de costas no chão, porque pode cortar o fluxo sanguíneo para a criança. Tentamos evitar movimentos como pular na caixa e plantar bananeira. A carga de treino diminui, mas é possível fazer quase tudo no período gestacional. Afinal, gravidez não é doença”, explica o coach.

Foto: Amanda Lima

Conteúdo do jornal na íntegra em: Jornal Artefato Março 2016