Meu celular, meu treinador

Aplicativos assumem a posição de educador físico e contribuem para a melhoria na saúde, mas não dispensa acompanhamento profissional

Bruno Barbosa

Já imaginou jogar futebol, correr, nadar, contar calorias e até mesmo quantos passos você dá usando um só aparelho?! Se você está pensando que a indústria inventou mais um produto tecnológico está enganado. O bom companheiro de todas as horas – o smarthphone – é quem possibilita todas essas novidades. Alguns aplicativos têm a função de interagir com mais de um atleta, buscando reunir diversas pessoas em um só lugar. Outros ainda, são próprios para gestantes e famílias.

Esses aplicativos buscam beneficiar a saúde do usuário e fazer com que a pessoa tenha tudo na palma da mão. No mercado tecnológico, já são oferecidos programas para diversas modalidades esportivas, como é o caso do aplicativo Rustastic, disponível para Android, IOS e Windows Store, que possibilita ao atleta um acompanhamento em corridas e caminhadas, além de ser gratuito. Porém os aplicativos mais completos e com inúmeras funções, são encontrados somente em aparelhos da Apple, que tem um custo-benefício mais elevado quando comparado a um Android, como afirma o doutor e professor de medicina da Universidade Católica de Brasília (UCB) Tiago Neiva. “São celulares que exigem um poder aquisitivo elevado, o que torna inviável o acesso de todas as pessoas aos aplicativos”, explica.

De acordo Tiago, não existe ainda um aplicativo que seja aprovado pela medicina. Dessa forma, é fundamental o acompanhamento de um especialista para o desenvolvimento do atleta, caso contrário pode ser prejudicial para o desenvolvimento do esportista. “Quem tem acesso a esse tipo de aplicativo é como se tivesse um personal trainer a sua disposição em qualquer momento do dia”, pondera.

O corredor de atletismo Lucas Ferraz, 24 anos, conta que usa diversos aplicativos que ajudam no condicionamento físico e certifica ser essencial a presença de um dispositivo com diferentes funções. “É incrível como pelo meu celular consigo medir meus batimentos cardíacos, acompanhar meu desenvolvimento, calcular a distância percorrida e ao mesmo tempo vou escutando uma música para relaxar”, conta.

Segundo o especialista, as pessoas estão cada dia mais estressadas, com o tempo escasso e uma alimentação que tende a ser ruim. Em vista disso, qualquer iniciativa que traga a facilidade, estímulo e incentivo a praticar alguma atividade física é bem-vinda. Para isso, basta a pessoa ter a atitude de levantar do sofá e deixar o sedentarismo de lado.

Foto de capa: Marcos Santos/USP Imagens