Quanto vale o meu dinheiro?

Colapso na economia do país é realidade na capital. Brasilienses sentem os efeitos no bolso

 

Álef Calado e Larissa Nogueira

Alta no dólar, desvalorização da bolsa, queda no Produto Interno Bruto (PIB, soma de todas as riquezas produzidas no país), corrupção, falta de preparo do governo… Centenas de fatores podem ser apontados como “culpados” da crise que assola o país. Segundo informações do Ministério do Trabalho, mais de 490 mil  pessoas perderam seus empregos nos primeiros sete meses do ano. Infelizmente, a capital do país não fica de fora destes dados. O Sindicato dos Varejistas (Sindivarejista) do Distrito Federal estima que mais de mil estabelecimentos fecharam.

Todos sentem, todos ouvem, mas poucos sabem o que realmente significa a “crise financeira” ou “crise econômica”. A crise é uma situação em que instituições financeiras começam a se desvalorizar. O sentimento de recessão começou em 2007 nos Estados Unidos, com uma crise imobiliária e se alastrou pelo mundo. Nessas circunstâncias, o governo gasta mais do que arrecada em impostos. No Brasil, essa não é uma possibilidade e sim um fato consumado.

 

Alternativa

Luciana de Souza, 30 anos, é orientadora educacional e está sofrendo com a crise financeira. “Eu não sei mais o que fazer, tive que me mudar para um apartamento menor, diminuí as compras de casa porque os alimentos aumentaram quase 30% no meu orçamento mensal e as contas estão indo para o mesmo caminho”, disse. João Pedro Cruz, estudante de administração de uma faculdade particular do DF, está preocupado com o financiamento estudantil que fez. “Eu estou inseguro com os cortes que estão fazendo na educação, por conta da crise financeira, posso ser atingido e hoje não tenho como pagar a faculdade que faço, principalmente porque fui demitido há pouco tempo de um escritório que fechou as portas”, declarou.

Luciana ainda relata que se vê obrigada a poupar gastos: “O meu dinheiro vale pouco, hoje não faço mais o que fazia há um ano atrás. E pelo jeito, acho que vai durar um bom tempo, agora o jeito é economizar aonde der”.

O real está em queda. Se para comprar um dólar há dois anos era necessário R$ 2,35 hoje a cotação se aproxima dos R$ 4,00.

 

Sobreviva

A crise também te pegou? Calma, não precisa se desesperar! O Artefato separou algumas dicas para você sobreviver a crise econômica brasileira. Confira:

Reduza os gastos supérfluos: situações desesperadas pedem medidas desesperadas. Junte todas as suas contas e analise o que pode ser cortado ou, reduzido. Opte por planos mais baratos de telefonia móvel, internet e TV a cabo. Dê prioridade ao essencial e elimine despesas desnecessárias no momento.

Pesquise: economia é a palavra da moda. Compare preços antes de comprar qualquer coisa. Dependendo do valor das compras, alguns reais podem fazer toda a diferença no final do mês.

Evite: fuja de financiamentos muito longos ou de compras que comprometam grande parte do seu salário

 

Foto: Marcos Santos/USP Imagens